ENTRE AS QUATRO FACES DO EGITO


APRESENTAÇÃO

CAPÍTULO 25

- Prazer. Meu nome é Maurizio Fontanelli. Esta é minha esposa Corinna. Estes meninos são nossos filhos. O maior é Fabrizio e o menor, Dante. - e estende a mão.

Um dos sete retruca ao cumprimento de Maurizio.

- Estamos gratos por terem se juntado a nós. Sou Achilles Gartz Migotto, e esta é minha irmã, Elaine.

Tobi, então, pergunta:

- Quem é Claudio Engelhardt?

- Sou eu. E esta é minha esposa, Monique.

- Prazer. Sou Tobias Giulianno Fortti, e esta é Carolina, minha esposa. Mas podem chamá-la de Conni.

- Mas casaram-se há pouco tempo, não? - desta vez é Paulo quem se sente curioso.

- Sim. Casamos há poucos dias. Ainda estamos em lua-de-mel. E parece que não terminará tão cedo - Tobi sorrí para Conni.

- Que bom sabermos disso - retruca Paulo. - Irene e eu também estamos em lua-de-mel.

- E aquela menina, quem é?

- Ah! É Andréa, filha de Claudio e Monique.



Escrito por Milena Parasmo Sánchez às 15h04
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A TENTATIVA

CAPÍTULO 24

Ouve-se ruídos e gemidos do lado oposto. E notam que as vozes aproximam-se cada vez mais da última porta a direita. Os sete perdidos do lado oposto gritam cada vez mais e Tobi, juntamente com seus companheiros dirigem-se ao som.

A porta era de pedra, revestida em padeira. A conclusão foi dada por Maurízio, pois percebeu que com um soco praticamente não houve som algum.

Maurizio e Tobi tentam fazer o mesmo que os outros fizeram. Uma simulação. Conforme encostou na porta falsa, nem gesto de queda, esta começou a mover-se lentamente e, sentindo-se preso a ela, chama seus companheiros para juntarem-se a ele.

E a porta se abre e se fecha. A pressão que os absorvia à porta, lentamente desapareceu. E eles, finalmente se unem aos novos amigos.



Escrito por Milena Parasmo Sánchez às 15h01
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MAIS ALGUÉM?

CAPÍTULO 23

A escadaria finalmente termina. O cheiro de bolor era quase insuportável.

Ao redor deles haviam quatro paredes, sendo cada uma delas com duas portas. Tobi corre em direção a uma delas e tenta abrí-la. Não conseguiu.

- Maurízio, ajude-me! Está difícil. Parece emperrada.

Quando Tobi parou de falar, todos, sem exceção escutaram ruídos, passos e vozes desesperadas do lado oposto a uma das paredes.

De repente, silêncio total. Tobi, Conni, Maurizio e Corinna correm em diração ao som. Gritam quase ao mesmo tempo:

- FALEM MAIS ALTO. QUEREMOS SABER DE ONDE VEM A VOZ DE VOCÊS PARA TENTARMOS LIBERTÁ-LOS!

Alguém grita do outro lado.

- Somos em sete pessoas. Estamos presos na Câmara Subterrânea. Libertem-nos, por favor.

Dante e Fabrízio choram novamente.

- Calma, queridos. São apenas algumas pessoas que estão presas como nós - diz Conni.

Mas eles não param de chorar. E gritam mais alto ao escutarem outras vozes através das paredes maciças.

Outra voz berra estridentemente:

- POR FAVOR! FAÇAM ALGUMA COISA!

E mais outra voz:

- QUE RAIO FAZEM VOCÊS QUE NOS ESCUTAM E NADA FAZEM PARA SALVAR-NOS???

Maurizio retruca:

- Parem de gritar e somente um de vocês responde às nossas perguntas.

- Podem deixar que eu falo - diz um deles.

- Qual seu nome? - pergunta Maurízio.

- Cláudio. Claudio Engelhardt. Tenho 45 anos.

- Como se chamam os que estão com você?

- Monique, minha esposa. Andréa, minha filha. Os outros são: Achilles Gartz Migotto, formado em medicina. Elaine, sua irmã. E eu casal recém casado: Irene e Paulo de Oliveira.

Elaine o interrompe gritando:

- Agora que terminou o interrogatório, quer fazer o favor de tirar-nos daqui?

- Calma, querida - conforta-a Achilles, seu irmão.

- Só mais uma pergunta - diz Maurízio. - Como vieram parar aí dentro?

Foi Cláudio quem respondeu:

- Estávamos no mesmo local onde vocês estão. Minha filha começou a correr desesperadamente, sentiu-se atordoada e caiu defronte a uma das paredes. Esta se abriu e, conforme tentávamos tirá-la de lá, uma atração muito forte nos prendeu e nos atraiu. Desta forma, a parede se fechou e nos trouxe para o lado de cá.

- Então façam uma coisa - diz Tobi. - Aproxímem-se da parede que se moveu, e todos comecem a gritar para que possamos localizá-la do lado de cá. Tentaremos agir da mesma forma. Talvez ela se abra para nós.



Escrito por Milena Parasmo Sánchez às 14h45
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IDEAIS UNIFORMES

PARTE 2

CAPÍTULO 22

Uma pequena tocha ilumina a vasta sala. Piso desnivelado, paredes desenhadas, frio e calor misturados homogeneamente. As crianças observam tudo; medo e curiosidade avassaladora, terror e fascinação.

Tobias e Maurizio tentam empurrar novamente a parede falsa, mas esta nem se move. Tentam novamente com o auxílio das esposas, mas foi em vão.

Os meninos começam a chorar ininterruptamente e deixam os mais velhos nervosos. Tobi, tentando acalmá-los, fala suavemente:

- Crianças, quem sabe se continuarmos andando não encontramos Papai Noel? Já pensaram que de repente podemos encontrar aqui Bambi, Branca de Neve, os Três Porquinhos? Não ficariam felizes?

Fabrízio, o mais velho logo responde:

- E por acaso somos bobos? Sabemos que nada disso existe, nem mesmo Papai Noel!!!

- Então por quê não tentamos encontrar outra saída?

Dante corre para o colo da mãe. Ainda chora, mas não com a mesma intensidade. O cheiro do ambiente é de umidade e a poeira fazia com que os olhos de todos lacrimejassem. Maurizio, ao perceber que alcançara a calma de todos, conclui:

- A única coisa que temos a fazer é andar para encontrarmos água e alimento. O que temos aqui não será suficiente.

Eles andam em direção a tocha e logo a seguir encontram uma pequenina passagem que dá para outro aposento. A cada aposento que passam, encontram mais e mais passagens e corredores. Cada ambiente apresentava tamanho e formas diferentes. Ao aproximarem-se de outro ambiente, atentam-se que este era hexagonal. Reparam que exatamente ao centro deste, há uma escadaria. Aproximam-se. Olham através dela e reparam parecer não ter fim.

- Vamos descer!

Fabrízio no colo do pai e dante no de Tobi. Eles descem lentamente, amedrontados. Observam nos animais desenhados nas paredes e alguns nos próprios degraus.

- O quê será que queriam dizer com isto? - questiona Tobi, curioso.

- E eu sei??? - Conni responde, tentando não transparecer seu pavor para que as crianças não chorassem novamente.

- Estou com fome, mamãe...

- Calminha, Dante - Corinna beija-o na testa - Aguente firme, que em algum lugar deve ter algo para comermos. Agora deite no colo do tio e tente dormir.



Escrito por Milena Parasmo Sánchez às 14h14
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TRAJETO INCONSEQÜENTE

CAPÍTULO 21

Eles caminham lentamente, sendo Tobias bem preparado com sua máquina fotográfica. Tirou fotos de todos os detalhes interessantes. O guia prosseguiu com mais informações:

- Na quinta dinastia (2563/2423) continuou a prosperidade. Os faraós diziam-se, daí por diante, "Filhos de RÉ" que significava filhos do deus sol e, com isso, construíram numerosos templos. Agora, sentemo-nos um pouco, afinal vejo que estão cansados, e resta-nos ainda uma longa caminhada.

Todos obedeceram. Porém, Fabrízio e Dante, as únicas crianças do grupo turístico, continuaram correndo. Maurizio e Cori levantam-se rapidamente, pois as crianças não mais corriam por aquela sala e sim por todos os ambientes. O guia desesperou-se e gritou:

- Não vão por aí! É perigoso. Não os deixem correr!!!

As crianças, ao perceberem os pais prontos a dar-lhes uma boa surra, correm ainda mais. O guia não sabe mais o que fazer, se permanece com os outros turistas ou se ajuda a pegar as crianças. Tobias e Conni não se aguentam e correm atrás das crianças.

Os meninos, cansados, entram num aposento até então desconhecido e sem saída. Ao encostarem-se numa das paredes, esta passa amover-se em sentido giratório e, com uma pressão assustadora, não permite que as crianças afastem-se dela. Cori e Maurizio, Tobias e Carolina alcançam os dois, mas também são atraídos pela pressão da falsa parece, como um grande ímã.

Em poucos segundos, os turistas se juntam aos desesperados, tentam tirá-los e não conseguem. O desespero é assustador.

O grupo de turistas que permaneceram com o guia tinham seus rostos escurecidos pela poeira exalada pela falsa porta e, o guia, atordoado com sua falta de responsabilidade, cai no chão, desmaiado.

Finalmente a grande e falsa parede, volta a sua posição normal, também rotativamente, só que com os outros seis turistas do lado oposto.



Escrito por Milena Parasmo Sánchez às 17h00
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QUÉOPS

CAPÍTULO 20

O guia abriu uma das portas que tinha uma altura máxima de 1,50 metros, feita totalmente em pedra, e disse para que todos entrassem ajoelhando-se. Após certificar-se da entrada de todos, iniciou com novas explicações:

- Reparem que a arquitetura desta pirâmide é funerária e religiosa. Sua estatuária produz obras de poderoso realismo, que são: Quéfren, aqui a esquerda; Xeique-el-Beled a nossa frente e, a direita, o famoso Escriba Sentado.

Todos caminham por dentro da pirâmide, cada um de vez em quando bebendo a água contida nos enormes cantis. Ao chegarem no centro da pirâmide, o local divide-se em duas enormes escadarias. Uma que leva ao topo e a outra que desce ao sarcófago. O guia, então, espera que todos se juntem ao seu redor, e volta a dar suas explicações:

- Não sei se vocês já leram algo sobre as pirâmides, mas quero dizer-lhes que o nome desta pirâmide é Quéops porque quem mandou construí-la foi um faraó de mesmo nome. E o principal argumento de que Quéops não pôde repousar na Câmara do Rei destinada para sua vida eterna após a morte, é a questão concreta de que nem a Câmara nem seu sarcófago foram terminados.

Dante e Fabrízio, cansados de tanto "blá-blá-blá" começaram a correr como que brincando de pega-pega. Mas o guia prosseguiu:

- Os detalhes que nos mostram que a Câmara Mortuária de Quéops estava inacabada no momento de seu fechamento, foram vários: O piso da Câmara do Rei está desnivelado, sem ter recebido a última demão necessária, não estando acabado o polimento das paredes. Se vocês repararem bem, isto foi concluído um alto descuido, poruqe o sarcófago foi colocado alí no início da construção. - Ele voltou-se para os turistas para dar mais informações: - Agora, quero que observem nas paredes que se seguem, onde há escritas hieroglífas não muito nítidas.



Escrito por Milena Parasmo Sánchez às 16h47
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AS PIRÂMIDES...

CAPÍTULO 19

Bem separadas umas das outras, as pirâmides faziam um quadro espetacular ao sol de meio-dia. O guia fez com que todos parassem seus camelos, um ao lado do outro, bem próximos à Pirâmide de Quéops.

Com todos os turistas a postos, ele começou a dar mais informações sobre as pirâmides, dando enfoque principal à Majestosa Quéops.

- Estas pirâmides são feitas de uma massa compacta, colocada acima de uma câmara sepulcral. Além destas três pirâmides: Quéops, Quefren e Miquerinos, construídas nesta mesma seqüência, existe também uma outra pirâmide, menos conhecida, de nome Djedefré, localizada em Aburoache.

Todos estavam muito atentos, inclusive Dante e Fabrízio, que não lembraram de que dava para subir pelo lado externo de Quéops. O guia continuou:

- Estas pirâmides são resultado de uma sucessão de tentativas que principiaram na terceira dinastia, com o primeiro monumento em pedra: a pirâmide de degraus do rei Dhoser, construída em Sakkarah, ponto culminante de uma série de capelas e edifícios anexos, destinados às cerimônias de culto ao rei morto. - O guia parou por um momento a fim de hidratar-se com a água fornecida. Imediatamente, retorna com suas explicações:

- Quéops é tida como uma das sete maravilhas do mundo. Atualmente, mede 148 metros de altura e 227 metros de lado. Ocupa uma área de 54.000 metros quadrados. Já a pirâmide de Quéfren, é a segunda considerada em tamanho. Ocupa uma área de 48.000 metros quadrados. A menor, Miquerinos, ocupa apenas 27.000 metros quadrados.

Após falar por mais de meia hora, o guia, percebendo o suor escorrendo pelos rostos dos turistas, conclui:

- Creio que depois de toda esta explicação, resta-nos somente entrar e conhecer o que há de bonito e curioso neste monumento. Peço a todos que, de forma alguma, se separem de nós, pois sou a única pessoa que sabe entrar e sair desta pirâmide, e digo para que tomem muito cuidado, pois existem paredes falsas que, se algum de vocês entrar, não sairá mais. Já houve casos de pessoas que se perderam. Por isso estou alertando-os. Entenderam?

Todos afirmaram com a cabeça.

 



Escrito por Milena Parasmo Sánchez às 16h02
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HAUAMDIÈH

CAPÍTULO 18

Finalmente, o dia mais esperado de Conni chegou. Um sábado muito ensolarado, próprio para o passeio marcado.

As 9 horas, pontualmente, todos os turistas encontravam-se na recepção do hotel, aguardando a contagem para poderem, juntos, entrar no ônibus que os levaria até Hauamdièh. E seria, a partir daí, que o sonho de Carolina se realizaria.

A viagem demorou bastante, não por ser longa demais, e sim pela ansiedade de conhecer, apalpar, sentir o cheiro e admirar as maravilhosas pirâmides.

Chegando lá, um senhor de meia idade, juntamente aos seus ajudantes trajados com uma vestimenta semelhante a um lençol estendido por todo o corpo, e um mesmo tecido amarrado ao redor da cabeça, os aguardavam, assim como os famosos camelos, que pareciam nem se importar com o calor de 45ºC a sombra.

Cada camelo, medindo aproximadamente 1,70m de altura, sendo que alguns até ultrapassavam esta medida, tinha amarrado ao seu corpo um recipiente, em forma de cantil, que continha 20 litros de água fresca cada um. Isto porque o calor estava escaldante e a caminhada a camelo levaria bastante tempo até chegarem às pirâmides. Isso contando que alguns camelos empacam e um trabalho enorme se inicia até convencê-los a caminhar novamente.

Obviamente, Tobias é o primeiro a montar e logo preparou sua máquina fotográfica para tirar fotos de sua esposa subindo naquele bicho enorme. Quando percebeu que Conni não conseguia subir, aí sim disparou as fotos no equipamento. Cada passo que ela dava na tentativa frustrante de montar no animal, outra foto era registrada.

- Tobi, quer fazer o favor de parar de rir? E pare de ficar como um bobo me fotografando e ajude-me a subir? - Ela estava realmente nervosa.

- Ah, minha querida! Você está tão bonitinha que faço questão de tirar estas fotos para que teus pais vejam como você é "atoladinha". - E continuou a gargalhar.

Finalmente todos em seus devidos animais. Inclusive Conni.

Os camelos passaram a seguir o guia, e depois de longo trajeto, todos chegaram.



Escrito por Milena Parasmo Sánchez às 15h47
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CAIRO... FINALMENTE!

CAPÍTULO 17

E aí estava Cairo, pertinho de Guizeh, local das pirâmides.

Os turistas que vieram com Tobi e Conni foram encaminhados a um mesmo hotel, chamado Al Mammum. Não era tão grande quanto Ramsés II, mas sua beleza era extraordinária. A suíte reservada a Tobias e Carolina era a de número 329 e, ao entrarem, repararam que toda sua decoração pertencia ao Egito Antigo. Observaram que logo acima da mesa do refeitório, havia um bilhete escrito em inglês:

"Passeio a Guizeh, sábado, 9 horas da manhã".

O sol se pôs e, com ele foi-se a claridade. Só restavam lua e estrelas. O calor acalmou um pouco, mas ainda continuava abafado, sendo Tobi obrigado a ligar o ar condicionado para refrescar o quarto.

- Conni, por que não interfona para o quarto dos Fontanelli? Aproveite e convide-os para jantarmos juntos.

- É uma ótima idéia - respondeu ela, já com o fone na mão.

A ligação foi feita. Alguém atende do outro lado da linha:

- Corinna? É Conni.

- Oi, querida. Algum problema?

- Nada importante. Só queríamos convidá-los para jantarem conosco.

- Um minuto. Deixe-me perguntar a Maurízio, não sei se está cansado.

Enquanto Maurizio reflete sobre o convite, Dante e Fabrízio já pulavam ao seu lado insistindo para que o pai concordasse.

- Peça-lhes desculpas - diz Maurizio. - Mas estou exausto com a viagem e preferiria dormir cedo para aproveitar melhor o passeio de amanhã.

Corinna volta para o telefone.

- Infelizmente não poderemos ir, Conni. Espero que não fiquem aborrecidos conosco.

- É claro que não - responde Conni que, observando as carícias do marido, já concluía que também eles prefeririam dormir. - Então, amanhã nos encontraremos. Tenham uma boa noite.

- E vocês, um bom jantar.

Conni sorriu com a última frase. Ao desligar o interfone, aproximou-se do marido e, tentando informá-lo sobre o convite negado, acabou por desistir pois Tobi não mais a escutava.

Seus lábios, úmidos, percorríam-lhe o corpo, e Conni percebeu seus mamilos tornarem-se eretos e sua respiração passar a ofegante.

Nada mais os importava. A fome não mais os apeteciam. E nada os importava.

O desejo de amá-la superava qualquer outra reação. Os gemidos da esposa o excitavam. Seu membro enrijeceu-se, onde o sangue percorría-lhe, efervecente.

Conni o encantava. Tobias não acariciou-a como da primeira vez. Seus impulsos não eram mais humanos. Eram animalescos. Beijou-a ofegantemente por todo seu corpo. Todinho... E ela também beijava-o. Sentia-lhe todos os movimentos. Nunca amou uma mulher a tal ponto.

Alcançaram a plenitude, onde, lentamente, descansaram.



Escrito por Milena Parasmo Sánchez às 14h33
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AEROPORTO...

CAPÍTULO 16

Após alguns minutos, todos os turistas desembarcaram no aeroporto. O sol estava muito quente e Tobi transpirava pela testa. Conni, como sempre, logo o enxugava, passando levemente seu lencinho de tom azulado.

Embarcaram. O motor do avião já encontrava-se em movimento, aquecendo-se. Suas portas devidamente fechadas. Ao olharem pelas janelas, os passageiros viam os testes feitos nas asas e, como se não bastasse, a pequerrucha aeromoça fazendo suas demonstrações juntamente com o vídeo passando nas telas, de como usarem os cintos de segurança, informações das famosas "sacolinhas" para quem se enjoasse, como utilizarem os tubos de oxigênio e onde encontravam-se as saídas de emergência.

Ao finalizar o monólogo, as aeromoças circularam pelo corredor da aeronave a fim de certificarem-se de que todos os passageiros haviam obedecido a orientação sobre os cintos de segurança. Em seguida, o avião partiu.

O coração de Conni começou a disparar. Afinal, seu grande sonho estava prestes a realizar-se. Ao lado dela e de Tobi sentaram-se Corinna e Maurízio que, por insistência de Conni, perderam a "janelinha". Parecendo criança, queria ver tudo. Desde as nuvens até o pouso.

Quando a aeronave atingiu a altitude desejada, os comissários iniciaram o trajeto com o carrinho de bordo, repleto de bebidas, refrigerantes, sucos, lanches e balas para as crianças. Mas, antes de chegar até eles, Dante e Fabrízio já estavam acompanhando-os, com a finalidade de obterem o maior número possível de doces. Mas voltaram frustrados por ganharem somente 15 balinhas cada um.

Após algum tempo de viagem, uma voz grave, suave e bem masculina, semelhante aos locutores de rádio, informou aos passageiros que em çpoucos minutos aterrissariam. Pediu a todos que apertassem os cintos de segurança.



Escrito por Milena Parasmo Sánchez às 14h25
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ACORDEM!!! VAMOS PARA O AEROPORTO!

 CAPÍTULO 15

O sol, bem quente, já apontava na janela do quarto do casal, quando o telefone tocou. Tobi atendeu-o apenas porque o ruído lhe incomodava.

- Pronto! - disse ele.

- Sr. Fortti, desculpe-me incomodá-lo, mas pediram para informá-los que dentro de uma hora o ônibus partirá para o aeroporto.

- Ah! Obrigado! Já estamos descendo - respondeu e, em seguida pousou o fone em seu devido lugar.

A voz de Tobi despertou Conni.

- Oi amore. Quem era?

- Da recepção. O rapaz nos informando que em 1 hora partiremos para o aeroporto. Aproveite e faça uma malinha, afinal iremos para o Cairo e, de lá, tomaremos outro ônibus até Guizeh. Aí, virão os camelos, que nos levarão até suas queridinhas pirâmides. - Tobi aproximou-se dela, envolvendo-a com seus braços peludos pelo corpo - Ah! vista-se com aquele vestido branco, bem levezinho, que compramos ontem. Creio que servirá muito para o calor que enfrentaremos. - Aproximou-se de sua mala e, pegando suas roupas, continuou - E eu, aproveitarei para colocar esta calça branca com esta camiseta. O quê você acha?

- Ficará maravilhoso. Vamos! Temos somente 45 minutos para o café da manhã. Espero saborear melhor hoje.

- Eu também.



Escrito por Milena Parasmo Sánchez às 13h44
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O TEMPLO DE HORUS

 

CAPÍTULO 14

Mais uma hora de viagem, e chegaram finalmente ao Templo de Horus. Sua construção, também semelhante aos templos gregos, encantou igualmente a todos. Com exceção das crianças, que nem se importavam de estarem no Egito e, muito menos, naquele templo.

Defronte ao templo, já haviam alguns turistas. Uns tirando fotos, outros observando as esculturas externas e internas; e as crianças, logicamente, dispararam para as árvores do parque onde outras se encontravam sobre seus galhos.

Tobias e Conni observaram atentamente tudo o que havia ali, juntamente com Corinna e Maurízio. Permaneceram por lá até o anoitecer.

Às 10 horas da noite já se encontravam no hotel. Tobi quase transbordou a banheira ao mergulhar e, quando se deu conta, tinha ficado mais de 1 hora ali, imerso. A água encontrava-se mais do que fria. Enxugou-se e correu para a cama, onde Conni dormia profundamente.



Escrito por Milena Parasmo Sánchez às 13h29
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A CAMINHO DE IDFU

 

CAPÍTULO 13

Após algumas horas de viajem, os turistas, já famintos, receberam a notícia de que em 10 minutos parariam para almoçarem. A alegria foi tanta que alguns até se levantaram pedindo para que o guia repetisse. E ele repetiu a informação!

Todos, quando o ônibus turístico parou defronte ao restaurante, muito típico, com pinturas de personagens famosos por todas as paredes, desceram rapidamente para saborearem a comida tão comentada. Tobi, sem demora, foi o primeiro a descer. Correu pelo corredor do ônibus, deixando Conni completamente envergonhada. "Que absurdo", pensou ela. "Parece uma criança quando recebe o segundo pirulito em sua vida!" E sorrí para si mesma.

Após uma hora de ar puro, alimentação saudável e estômago cheio, todos retornam ao ônibus, que já se encontrava com o motor ligado.

Enquanto almoçavam, Carolina e Tobias conheceram um casal com dois filhos, muito simpáticos. Também nascidos na Itália, só que em Milão. O marido, pouco atraente, de nome Maurízio Fontanelli, carregava no colo o filho caçula, chamado Dante, de 5 anos. O menino, inquieto, queria de qualquer forma ir à cabina do motorista. Fabrízio, o filho mais velho de 8 anos, tentava distraí-lo com a estatueta que o pai havia comprado no Museu Egípcio. Corinna, esposa de Maurízio, se entretia com Conni, que comentava sobre sua fuga com Tobi no dia de seu casamento. E as duas riam com o fato.



Escrito por Milena Parasmo Sánchez às 12h22
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O MUSEU

CAPÍTULO 12

Todos acenaram positivamente com o polegar e saíram em fila indiana. Aproximaram-se da entrada do museu. Uma porta revestida me metal cromado, com desenhos egípcios em relevo medindo mais de dois metros de altura os encantavam com sua beleza. A mistura entre personagens masculinos e femininos os transportavam a outra época. A arte era realmente deslumbrante, principalmente por ter sido feita a mão, um trabalho executado talvez há mais de duzentos anos.

- Se observarem bem este portal, perceb erão que esta placa não encaixa-se perfeitamente ao tamanho proporcional da porta - Inicia o guia. E prossegue: - O que sucedeu-se foi que o museu foi construído primeiro, e há cinquenta anos atrás aproximadamente, esta placa foi encontrada dentro dos subsolos da Esfinge. Os descobridores resolveram colocá-la em exposição aos turistas, e o local escolhido foi este museu. É por isso que seu encaixe é disforme. - O guia calou-se por um momento, passou pela porta e acenou aos turistas para que o acompanhassem.

Um corredor amplo e muito bem decorado encanta os turistas. A primeira estátua surgiu, após uma infinidade de quadros. Era a de Miquerinos, posta entre duas estátuas femininas. Uma delas carrega um vaso em formato estranho sobre a cabeça. Ele, Miquerinos, com um "chapéu" em formato oval, como um cilindro no topo, e trajando com uma meia túnica, que se cruza entre suas pernas, totalmente listrada.

Ao dobrarem o corredor, avistam outra estatueta de bronze. Era o busto da Raínha Nefertite. A seguir, outra estátua de diorito, em tamanho maior. Tratava-se do famoso Quéfren, muito bem esculpida, realçando sua barba. Continha uma ave semelhante a gaivota, pousada sobre a nuca com suas asas alisando seu pescoço.

Já no final, no último corredor, um vasto salão. Lá estava o tão admirado Escriba Sentado. Seu rosto, semelhante a um rosto feminino, dava realce perante às luzes que o iluminavam.

E parte do roteiro chega ao fim. Todos dirigem-se ao ônibus tentando não se perderem entre os turistas de outras agências.

Os adultos comentavam sobre o que viram e fotografaram, e aproveitaram para debater assuntos intercalados sobre o resto da viagem. Após nova chamada para conferência de seus turistas, o ônibus prosseguiu viagem. O guia iniciou:

- Agora iremos para Idfu: o Templo de Horus. Na frente de cada poltrona do ônibus há um folheto dentro do bolso que os informa um pouco sobre ele. Leiam-no com atenção.

Todos obedeceram prontamente. O silêncio permaneceu por alguns minutos. Ao finalizarem a leitura e apreciação das fotos contidas no informativo, todos os turistas comentam sobre o que viria a seguir. 



Escrito por Milena Parasmo Sánchez às 11h54
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A CAMINHO DO MUSEU

CAPÍTULO 11

O ônibus dá a partida. Cada um sentado em sua poltrona observava a paisagem. O guia turístico situava-se em pé na parte frontal do veículo e comentava durante a viagem sobre os locais que seus turistas conheceriam brevemente.

- Quando chegarmos em Hauamdièh, após a cidade de Gizeh, desceremos do ônibus e iremos montados em camelos até o local onde estão situadas as pirâmides. Esta é uma forma de tornar nosso passeio mais emocionante. Espero que apreciem. - dizia o guia.

Murmúrios sobre o assunto eram ouvidos, mas percebendo que havia graça entre os comentários, o guia concluiu que o passeio seria satisfatório. E continuou:

- Mas antes, levarei os senhores para conhecerem o famoso museu egípcio, onde estão guardadas várias de nossas relíqueas.

A viagem começa a tornar-se cansativa para as crianças e os mais idosos, mas finalmente chega ao seu destino.

- Aqui estamos. Desçam todos e sigam-me, fazendo o favor de não se desviarem do nosso grupo. Aqueles que estão acompanhados de crianças, tomem muito cuidado com elas, pois cada peça deste museu tem valor inestimável. Podemos ir?



Escrito por Milena Parasmo Sánchez às 11h39
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